Testemunhos

Desafiando demônios: relato de uma futura Perita Criminal Federal

A gente passa a vida ouvindo a pessoas dizerem que “somos capazes de chegar onde queremos”, que “nós somos nossos maiores inimigos”. De certo modo, até entendemos o que isso quer dizer, mas a grande maioria não compreende a real extensão dessas verdades. Digo isso, por que eu fiz parte desta maioria.

FIZ! NÃO FAÇO MAIS!

Entenda: qualquer um pode correr uma maratona, ou fazer um triátlon. Qualquer um pode ganhar uma medalha de ouro nas olimpíadas, e digo mais, QUAL QUER UM PODE PASSAR NA PF. Juro, pergunte quem passou? Quantos deles eram os mais inteligentes? Vejam quantas histórias de superação estão por trás das vidas dos aprovados.


“Sabe por que você é seu maior inimigo? Por que você é o único que diz o que pode ou não fazer”


Bom! Sabemos que muitos queriam ter esses “títulos” na sua vida. Mas quantos realmente estão dispostos a pagar o preço? Quantos realmente vão abrir mão do bar, das festas com a turma, das baladas, dos jogos do timão? Quantos vão abrir mão das coisas para acordar cedo pra treinar ou estudar e passar horas, dias e até anos assim? Quantos deixam relacionamentos de lado, rompem laços e entram em conflito pra viver esse sonho? E, principalmente, quantos acreditam que são capazes e aceitam o desafio interno de vencer a si mesmos?

São poucos os que têm essa coragem, essa determinação!!!!

Sabe por que você é seu maior inimigo? Por que você é o único que diz o que pode ou não fazer. É o único que pode realmente transpor aquela barreira que você criou para si mesmo.

Verdade seja dita: Todos nós temos demônios internos, como medo, insegurança, ansiedade, derrota, falta de incentivo…, mas pra chegar lá, precisamos vencer a batalha contra nossa mente. Pra mim, essa prova de PCF (Perito Criminal Federal) representa meus grandes demônios. Treinar e estudar pra essa prova sempre foram coisas que não me considerava capaz. Mas sei que tenho que vencer essas etapas pra chegar onde quero, não tem atalho.


“Mas, sejamos francos! Não se pode esperar que algo extraordinário aconteça se você não fizer a sua parte”


Comecei a estudar há um bom tempo, mas passei muito tempo me enganando. Eu não estava realmente me testando, vencendo meus medos e derrubando as barreiras que eu mesma coloquei no caminho.
Mas, sejamos francos! Não se pode esperar que algo extraordinário aconteça se você não fizer a sua parte. Se você quer que chova, tem que deixar o campo arado para receber a água. Caso contrário, mesmo que a chuva venha, ela terá um terreno infértil para molhar. Então de nada vai adiantar.


“Acredite, você PODE chegar a qualquer lugar se pagar o preço da jornada”


Por isso, depois de muito me sabotar e dizer pra mim mesma “que não sou capaz”, “que não ia dar certo”, eu resolvi colocar atitude no lugar das minhas desculpas e começar a me desafiar, a enfrentar meus demônios. Foi então que eu comecei a arar e adubar a minha terra para receber a chuva.
Acredite, você PODE chegar a qualquer lugar se pagar o preço da jornada. Uma maratona começa com um passo. Cansa, dói, leva tempo e isso é frustrante, eu bem sei. Mas cada passo dado na direção da linha de chegada é um passo a mais perto do seu sonho. Todos os Km corrido, cada treino, barra, simulado, resumo, cada lei. Tudo é relevante! Tudo faz parte do processo e não dá pra encurtar a viagem.

Por enquanto, ainda não choveu por aqui. Mas, quando soarem os trovões e a notícia de chuva chegar à minha instância, a água vai encontrar a minha terra arada, adubada e preparada pra dar frutos.

E você, já se preparou para a chuva?

Fonte: http://maciodaro.blogspot.com.br/ o Blog da nossa futura Perita Criminal Federal Mari

Por Jonas Leite

Relatos de quem passou pela Academia Nacional de Polícia – ANP

Leia o depoimento do Agente Federal Sandro Araújo, que há mais de 20 anos dedica-se à Polícia Federal.

Onde Tudo começou: Academia Nacional de Polícia – ANP

O dia 25 de Agosto de 1996 era um domingo. Naquele dia, por volta das 19h, cheguei na Academia Nacional de Polícia, levado por um padrinho, que reside em Brasília. Após breve conferência do meu nome na listagem que havia na entrada, o policial de plantão me orientou e fui caminhando rumo àquele, que seria meu alojamento pelos próximos três meses.
Lá chegando, fui recebido por um dos colegas de quarto, o hoje Agente de Polícia Federal Ronaldo Martinez, proveniente do Rio de Janeiro, como eu. Em seguida, surgiram o Roger, também do Rio e o jovem ( acho até que o mais jovem da minha turma ) Ronald, do Maranhão.
Mais tarde, chegaram o Mendonça, da região norte e o polonês Knoblauch. Em seguida, Romerson Diniz, o cangaceiro. Lembro bem daquela primeira noite, das ansiedades, das dúvidas…lembro até do refeitório (eles gostam de chamar de restaurante ), repleto de alunos, das turmas de escrivão, delegado, perito e agente, que já estavam na Academia quando nós chegamos.
No dia seguinte acordei às 6h e segui para o restaurante. Às 7h estava formado no pátio, junto à minha turma, inicialmente designada Turma Fox. Ali eu percebi que havia uma doutrina bem próxima da militar, pela qual eu havia passado durante 20 meses da minha vida, como aspirante da Escola Naval. Os deslocamentos são feitos em passo ordinário, ou seja, marchando. A ordem unida é evidente, mas não aos extremos de uma instituição militar. Pouco tempo depois, a nomenclatura da minha turma mudou para Delta. E assim, acredito que fizemos história na ANP. Muita garra, muita vibração. Procuramos nos manter unidos, apesar de muitas diferenças pessoais. Tudo pelo objetivo comum de chegarmos até o fim do curso.
A Delta é até hoje, a fabulosa turma “faca na caveira”. Alguns colegas diziam que era “doença” minha essa mania de facas…quase todas as músicas falavam de facas…além de raça, disciplina, vibração e força.
Às sextas-feiras, todas as turmas que estiverem cursando na Academia são deslocadas para outro ponto do enorme pátio, onde é realizada a cerimônia semanal de hasteamento da bandeira. Ali há todo um aparato semi-militar, com um grupamento que escolta o pavilhão nacional, orador, hino e tudo mais.
O dia-a-dia é o mais complicado. Para mim, que já cheguei à ANP como chefe de família, com uma filha de dois anos recém completados, era particularmente difícil. Havia deixado uma vida estável e promissora para trás, para ganhar menos da metade do que ganhava na ápoca, em busca do ideal de ser policial. Sim, porque especificamente naquela época, era apenas o ideal que nos movia. O salário era muito, mas muito distante do que temos hoje.
A covivência vai do indiferente ao fraternal. É difícil o cotidiano com a miscelânea de origens, de hábitos, de naturalidades, como a que existe na Academia Nacional de Polícia. Apesar dos oriundos do sudeste prevalecerem, alunos de todo o Brasil dividem os espaços pelos meses de curso. Muitas vezes, os conflitos são inevitáveis.
Procurei ficar longe deles e quase consegui. Tive conflitos com outros alunos sim, mas nada grave, nada incontornável. Mas muitas estórias de pancadarias nos alojamentos eram difundidas na Academia.
Preferi criar uma rotina, para que o tempo passasse de uma forma mais adequada. Dediquei-me ao máximo aos treinos de defesa pessoal e educação física ( leia-se corrida ). Corria todos os dias em volta da Academia ou na pista. Ficava no dojo o resto do tempo livre. Não saí da ANP para absolutamente nada. Minhas noites eram totalmente dedicadas ao estudo. Ali, um décimo pode ser a diferença entre uma boa lotação e uma fronteira. Muitos deixaram-se levar pelos encantos da noite brasiliense. Para alguns, a bolsa de estudos, na época de 800 reais, era muito mais que qualquer salário que já haviam recebido em qualquer época da vida.
Naturalmente, hoje isso é diferente. O perfil dos alunos da Academia Nacional de Polícia mudou muito. A maioria chega lá de carro, usam notebooks em sala de aula, comunicam-se com a família a qualquer tempo via celular ou e-mail.
A própria Academia mudou. Posso afirmar, sem medo de errar, que é a mais bem estruturada Academia de Polícia da América Latina. Um belo lugar, de verdade.
Para nós, do concurso de 1993, foi distante disso.
Não tínhamos as Glocks.
Não tínhamos a Nissans.
Nada disso.
Atirávamos de 38, em um padrão tático, que o tempo mostrou ser ineficaz. Hoje, o aluno utiliza o mesmo padrão de cursos táticos específicos. Posição Chapman…Um salto tático-operacional.
Ali mesmo, na Academia Nacional de Polícia, percebi que trabalhar no RJ ou em SP seria sempre, no âmbito do Departamento de Polícia Federal, razão de discriminação e preconceito. Pouco tempo eu precisei para saber que os policiais do Rio e São Paulo estão, absolutamente, entre os melhores do Brasil.
E assim passei os meses de curso. Aprendendo a amar a Polícia Federal, dedicando-me ao máximo para voltar para casa, quase morrendo de saudades da família que eu já tinha.
No final, senti-me orgulhoso.
Fui o nono colocado no meu curso de 200 alunos. Garanti vaga para o Rio de Janeiro.
Outra fase iria começar e quase tudo o que aprendi na ANP eu seria obrigado a esquecer para sempre, para que pudesse me tornar um policial de verdade.

Fonte: http://sandro-anjodanoite.blogspot.com.br/

Realizando um sonho

Sonha em ser tornar um (a) Policial Federal??? As dificuldades e os obstáculos são constantes??? Pensa em desistir??? Leia a história de superação do amigo Wellington Macedo que hoje é Agente de Polícia Federal.


Olá galera! Blz?! Me chamo Wellington Macedo, 24 anos, cresci em Pacaraima-RR, há uns 7 anos vivo em Boa Vista-RR.

Neste exato momento estou onde vocês em breve certamente também estarão…realizando um sonho…cursando a ANP, no LV Curso de Formação Policial de Agente de Polícia Federal.

Pela primeira vez estou tendo a oportunidade de estar aqui “pelo lado de dentro”, risos, para contar um pouco da experiência adquirida durante minha preparação exclusivamente para o DPF.

Sempre quis ser Agente Federal, mas apenas em meados de 2011 passei a acreditar que seria possível passar nesse concurso, nesta época eu estava cursando Comércio Exterior sem nenhuma pretenção de concurso até o momento; já havia “tentado” alguns, mas sem qualquer preparação.

Tinha um grande amigo na Faculdade que também tinha o mesmo sonho que eu, decidimos então nos organizar pra estudar, conseguir material bom, estratégias de estudos e tal…Passamos praticamente um semestre com essa conversa, risos; Conseguimos um material do Ponto específico para o cargo de APF e finalmente iniciamos a estudar no início de 2012. Em Maio/2012 teve o concurso pra APF, 500 vagas, muita ansiedade…afinal era o primeiro concurso que iríamos fazer com seriedade. Estudávamos em média umas 5-8 horas por dia, às vezes mais, às vezes menos, e beiramos a aprovação, nos faltou “malícia” com a CESPE. Apesar da reprovação, fizemos o mais importante de tudo – o sonho continua… e os estudos também.

Logo após o concurso de APF em maio, em junho ainda de 2012, já iria ter também o de Escrivão, mas foi suspenso – Por conta das vagas para os PNEs, salvo engano. Daí então, decidimos estudar pra EPF e aproveitar a suspensão para se preparar mais ainda. E foi o que fizemos, sempre que podíamos, a gente estudava junto, trocávamos umas ideias sobre as disciplinas e meio que “competíamos” com os simulados de outras provas que a gente fazia. Sempre um motivando o outro, lembro que às vezes eu tava com uma vontade de parar e ir dormir pois já estava tarde, daí ele me mandava uma msg com uma foto de uma questão ou algo assim…daí eu pensava “ops, se eu for dormir agora, vou ficar pra trás”, risos. E tempos depois ele disse que com ele era a mesma coisa, daí a importância de você ter um parceiro de estudo, é fundamental, procure um, ou vários, e motivem um ao outro pois vai dar certo, jamais pensem em estudar sozinho pra não “ajudar o concorrente”, isso não existe, vejo até professores (sem conhecimento de causa) falando isso, é ridículo… são muitas vagas, eu até diria que se estudarem juntos a probabilidade de passar tende a crescer, e melhor, passam os dois. Quando você estuda só, não tem noção do seu nível, pois não tem com quem comparar. Vou já explicar a razão disso.

Seguimos então o segundo semestre de 2012 estudando, e 2013 também, e finalmente o concurso de EPF foi liberado pelo STF e prova em julho/2013. Eu e meu amigo fizemos a prova, e quando cheguei em casa, ansiedade absurda…e a indecisão…olho os gabaritos extra-oficiais ou não??? Acabei olhando todos que saíram, por uns eu tinha feito 55, outro 60, outros 52… Daí foi desânimo total (Conselho: Não olhem, aguardem a boa vontade do CESPE, sei que não é fácil, mas aguardem pelo oficial). Quando enfim sai o gabarito pre-liminar oficial, eu havia feito 66, e meu amigo tinha feito 69…daí já deu aquela animada, e depois quando saiu o resultado final, eu tinha ficado com incríveis 80 pontos, e meu amigo 79 (Acho que foi isso). Mas pra tristeza minha, viajei na discursiva, e fiz apenas 2,5 – Eliminado. O mínimo é de 6,5. Sou formado em Comércio Exterior, e caiu exatamente um caso de descaminho…fundamentei pelo lado administrativo/tributário e deixei de lado o que cobrava no edital – Parte penal/processual do delito. Fiquei muito triste e ao mesmo tempo muito feliz, pois o meu grande amigo de estudo passou em tudo, agora é o EPF Caldas. Vestiu o manto preto primeiro que eu, risos.

Só caiu a ficha sobre não ter passado e estava sozinho agora, quando após o resultado final voltei a estudar e não tinha mais com quem conservar sobre o concurso, discutir questões, esclarecer dúvidas…E, igual vocês que estão aí nesse exato momento se perguntando – E agora, quando será o próximo concurso? Mantenho estudando pra isso mesmo ou foco pra outra coisa? Já tentei duas vezes, 2 anos de estudo e nada…acho que isso não é pra mim…Entretanto, fiz a escolha certa, e aconselho você a fazer o mesmo, busque o seu sonho, e seu sonho não está na Receita Federal, no MPU, ou em algum tribunal da vida…está aqui na PF, é pra cá que você tem que vir. É aqui que você se sentirá realizado, não fuja! Não deixe a bola cair nesse momento, sua hora vai chegar.

Mantive meus estudos como sempre fiz, e decidi mesclar meu material, que até então era só do Ponto, e já estava muito saturado, acrescentei então o material do Estratégia. Daí depois de EPF teve Depen – fiz em torno de uns 80 pontos, e não tinha lido a Lei de Execuções Penais (não caia pra PF) e então fui eliminado na redação, e PRF fiz uns 70 pontos, algo assim, não lembro bem, e na redação sobre produtos contrabandeados, só falei de drogas e armas, que não são contrabando, e sim tráfico, não deu, caí na redação novamente… risos…É, eu sei, não era pra eu passar em 2013…não era o meu ano…risos. PS: No fim de 2012 fui aprovado no concurso da Polícia Militar de Roraima, eram 300 vagas, fiquei entre os 50 primeiros, fui eliminado no teste físico, na barra, que foi em 2013…hahahhha – Mas eu meio que sabia disso, pois não treinei, estava focado pra PF e em um excelente ritmo de estudo, fiz uma análise de custo/benefício/necessidade e acabei deixando de lado o concurso da PM.

“Tudo tem o seu tempo e sua razão”.

Meu objetivo aqui não é, pelo menos nessa postagem, dar detalhes de como foi meu preparo, apenas contar minha história, que certamente não é muito diferente da sua e também lhe motivar a manter-se firme, pois como você já viu, eu sei muito bem como é ser reprovado em uma prova onde tinha tudo pra passar.

Então, finalmente encerra-se o ano de 2013 e nada ainda de ser aprovado em concurso e já tinha 2 anos de estudo. Mas sempre acreditando que minha hora iria chegar…e em Abril de 2014, salvo engano, o concurso foi autorizado quando eu menos esperava, ânimo total, sempre pensando “agora é minha vez”.

(Em Maio teve o concurso pra ADM da PRF, lá pra Roraima eram 3 vagas, quase 5 mil inscritos, fiquei em segundo lugar, e graças a Deus, fui aprovado, em outubro de 2014 tomei posse, até então, trabalhava em uma empresa privada. Obs: Não estudei pra ADM PRF, como disse no início, exclusivamente, só estudei pra PF, mas como o edital é muito vasto, você acaba passando em outros concursos “por tabela”).

Lá pra setembro sai o bendito edital…risos…arregacei mais ainda nos estudos e principalmente nas revisões de resumo, que é fundamental. Dia 21 de Dezembro foi a prova…meu Deus, que dia foi aquele?! que prova horrível!

Saí perdido da sala, pensando, meu Deus, que prova foi essa, sem chance pra mim, não foi dessa vez de novo…

Entreguei minha prova pro meu amigo EPF Caldas, que ficou com ela pra somar os pontos quando saísse o gabarito, eu não queria ficar com a prova, e no preliminar, pra minha surpresa, tinha feito 67 pontos. E muita expectativa pro resultado dos recursos e mais ainda pra nota da redação, risos.

E pra glória de Deus, quando sai o resultado final, tinha feito 78 pontos na prova e 9,27 na discursiva, tava dentro! Alegria total, telefone tocando, mensagens…todo mundo vibrando, chorando, sorrindo…foi um dos dias mais felizes da minha vida!

PF (26)Daí veio o Teste Físico, Médico e Psicotécnico, resultado final saiu em Junho de 2015, estava em Lua de Mel na Venezuela. Posição final: 83º! (Eram 450 vagas pra ampla concorrência) Foi só alegria, e comprar enxoval que a ANP me aguardava, dia 30 de julho adentrei aos portões da ANP para a realização de um sonho!

Hoje, falta pouco mais de 30 dias para a formatura, e talvez mais um ou dois meses para a tão sonhada nomeação, e digo a você, se fosse preciso, faria tudo de novo. Me prepararia mais ainda. Tudo valeu a pena. E hoje entendo o motivo das reprovações, não era pra eu ser EPF, nem do magnífico Depen, nem da bela PM, nem Policial da brilhante PRF. Foram exatamente 3 anos de preparação e reprovação. Mas minha hora chegou!

Gostaria de agradecer aqui aos amigos EPF Caldas e o APF Armando que sempre me apoiaram e motivaram a estudar pra estar aqui, em breve estaremos juntos! Não poderia deixar de agradecer também ao grupo de estudo online: Missão Papa Fox!

E também à minha amada esposa, Jessica Macedo, que muito me ajudou e suportou tudo ao longo da minha preparação, desde abrir mão de fim de semana comigo pra eu estudar, pelas curtas ligações para não prejudicar meu cronograma de estudo, e também por tê-la deixado com menos de dois meses de casados para vir pra ANP para concluir meu sonho. Muito obrigado meu amor!

E por último, agradecer ao meu grande Deus por ter me guiado durante toda essa trajetória em meio a tantas dificuldades, e também à minha família que sempre me deu apoio e tem me ajudado mesmo estando longe, jamais terei como retribuí-los.

Então é isso galera, como eu disse, não tinha planejado pra esse texto comentar sobre a preparação em sí, pois são muitos detalhes importantes, quem sabe, em uma nova oportunidade, mas é claro, estou disponível pra qualquer ajuda de que precisarem ou dúvidas sobre métodos de estudo. Tenho uns amigos em Roraima que estão estudando pra PF e estou sempre ajudando dentro do que posso com dicas e tudo mais. Tenho total prazer em ajudar a quem de fato está decidido a pagar o preço pela realização do seu sonho.

Pra finalizar, deixo um versículo bíblico escrito pelo sábio Salomão:

Provérbios 3:13

Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.

É isso aí, bons estudos, sucesso, vlw!

Por APF Wellington Macedo

Relato e dicas do 23º colocado para o concurso de Auditor da Receita Federal

Amigos, como o cabeçalho do próprio site já diz: entre o sonho e a conquista existe a dedicação. Abaixo apresentamos a prova real disso:  um resumo da preparação do amigo Leonardo de  Paula Cunha, 23º colocado no concurso para Auditor da Receita Federal do Brasil. Para quem ainda não sabe, este concurso é um dos mais difíceis do país, tanto pela concorrência, quanto pelas exigências do edital.

Leiam e se possível baixe o material completo, a receita para uma efetiva preparação e aprovação resume-se em dedicação, disciplina e algumas renúncias. Se você quer passar, aprenda com quem já fez isso ou está no caminho!!!

Leonardo, agradecemos imensamente a contribuição e principalmente por permitir que publicássemos este material. Certamente você é um exemplo a ser seguido. Parabéns pela conquista!!!

Download do artigo na íntegra 

  • Início dos estudos

No início, eu não conseguia estudar com muita constância, minhas horas líquidas variavam entre 3 e 7 por dia, me cansava facilmente e o sono aparecia constantemente. Com o tempo, fui adquirindo resistência e fui aumentando a carga horária aos poucos até chegar a um ponto de constância, que eu considerei ideal, no qual estudava 12 horas líquidas por dia tranquilamente.

Quanto aos descansos, no início eu só estudava de segunda à sexta e descansava nos finais de semana. Com o passar do tempo vi a necessidade de estudar mais e fui passando a estudar sábados e domingos também, até ter resistência suficiente para, no período pós-edital, estudar acima de 10 por dia, todos os dias, sem descanso.

Minha dica aqui: estude o máximo que conseguir! Às vezes, o seu máximo vai ser pouco hoje, mas se você mantiver a constância ele vai aumentando aos poucos até chegar onde você realmente deseja. O importante é não se acomodar!!!

  • Organização e ciclos

A organização pessoal é fundamental para alcançar qualquer objetivo. Eu dei extrema importância para esse aspecto da minha preparação!!! Alcançar o cargo de AFRFB deve ser encarado como um projeto e, como tal, deve ser bem planejado! A base fundamental do planejamento que eu utilizei foi o seguinte pensamento: eu não quero me enganar! Quero fazer o meu melhor e encarar o desafio sem subterfúgios!

Utilizei sempre um cronômetro para marcar as horas líquidas estudadas. Nesse sentido, para saber como o meu desempenho estava, criei uma planilha no Excel para contabilizar todas as horas de estudo.

Minha dica: controle suas horas! Saiba como tem sido seu estudo com realidade para você chegar onde quer!

Estudava cada matéria entre 1h e 1h30min e descansava 10 minutos entre cada uma. TUDO CRONOMETRADO! Não se perca no intervalo! Se você quer estudar mais horas por dia, cada minuto é precioso! Tempo é aquela coisa que passa e não volta mais…

Algumas matérias eu estudava sempre nos mesmos horários. Contabilidade eu estudava sempre no primeiro horário do dia, pois a cabeça estava mais tranquila e, como eu nunca tinha a estudado na vida, precisava de espaço livre na cabeça. RLQ eu estudava sempre depois do almoço, pois me fazia ficar acordado. Direito Tributário era sempre a última do dia porque é a minha predileta e eu precisava de uma motivação pra chegar ao fim do dia ainda disposto. Nesse sentido, acredito que organizar a ordem das matérias no dia é bem importante para aumentar o rendimento.

  • Materiais

Uma grande dúvida que surge quando as pessoas começam a estudar para o concurso de AFRFB é: quais são os melhores materiais? Será que se deve usar vídeos, PDF’s ou livros?
Eu utilizei todos eles, dependendo da matéria. Vou colocar a bibliografia específica de cada matéria a frente, mas quero ressaltar que o importante, na minha opinião, é buscar materiais que atendam a sua maneira de aprender, independentemente da forma ou mídia. Eu, particularmente, não me dou bem com vídeos, mas em algumas matérias (como Contabilidade, por exemplo) eu simplesmente não vi outra alternativa e achei totalmente proveitoso estudar por vídeos.

Não fiz nenhum cursinho presencial! Vejo que com toda a tecnologia de hoje, sair de casa, pegar trânsito, esperar algum professor dar aula, esperar intervalos e outras coisas é pura PERDA DE TEMPO. Eu acordava cedo (5:30 da manhã), tomava o meu café e começava logo a estudar! Não parava depois do almoço e já voltava imediatamente aos estudos! Ganhei muito tempo estudando em casa pelo computador e pelo iPad.

Pesquise os depoimentos de pessoas que foram aprovadas e as bibliografias sugeridas por pessoas influentes da área fiscal como o Alexandre Meirelles! Com certeza essas pessoas têm boas indicações para passar.

Quanto aos materiais, nunca é demais destacar a importância da resolução de exercícios. Eu foquei sempre na resolução de milhares e milhares de exercícios!!!

  • Revisões

Muitas pessoas falam da importância de se revisar. Algumas são absolutamente aficcionadas por revisões. Sei de algumas pessoas que revisaram tanto a matéria que simplesmente não foram aprovadas, dentre outros motivos, por não terem tido tempo de estudar todo o edital.

Na minha opinião, o que faz a gente realmente fixar algo é resolvendo exercícios! Infinitos… Eu estudei com tempo, por isso recomendo aos que querem ser AFRFB que já iniciem a todo o vapor os estudos para o próximo certame e foquem o máximo possível na resolução de exercícios.

  • Pré-prova

Com o edital na praça eu terminei de ver em menos de uma semana a parte teórica de algumas coisas que faltavam e parti para a resolução de questões. Não vi nada de teoria nesse período, só questões mesmo! O que era para estudar já tinha que ter sido estudado, agora só faltava fixar bem o conteúdo já visto e, para isso, a receita do bolo é essa mesmo que você está pensando: resolver infinitas questões.

  •  Dificuldades

Um certo dia, poucos meses antes da prova, estudei 14 horas e acordei muito doente, depois descobri que estava com dengue. Fiquei pelo menos dez dias sem estudar e não foi muito fácil voltar ao ritmo intenso de outrora com a imunidade baixa. Mesmo assim, eu fui persistente e consegui superar o que precisava para voltar ao ritmo que considerava necessário para a aprovação!

Ao todo eu estudei aproximadamente 2.735 horas líquidas. Consegui estudar aproximadamente 90% do edital para AFRFB 2014. Nesse tempo eu pude me superar várias vezes e romper barreiras, experiência muito rica! Estudar para AFRFB foi a melhor decisão que tomei em toda a minha vida…

Não encare seus materiais de estudo como um fardo! Eles são excelentes ferramentas para a sua aprovação e vão te auxiliar a ter uma visão muito mais ampla da sociedade em que você vive, pode ter certeza. Matérias que no começo eram um suplício para mim acabaram se tornando as que mais me fizeram crescer e aprender novos conhecimentos importantes.

  • Palavras finais

Para terminar, eu gostaria de dizer que o importante mesmo, na minha opinião, é ENFIAR A CARA NOS LIVROS E ESTUDAR COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ! Estude muito mesmo, o máximo que conseguir. Resolva a maior quantidade de questões possíveis e vá em frente sempre! Procure conversar com outras pessoas que estão passando pela mesma situação e utilize as ferramentas de que dispõe a seu favor.