Artigos Policiais

PEC 308: PROPOSTA QUE CRIA AS POLÍCIAS PENITENCIÁRIAS FEDERAL E ESTADUAL

Em comissão geral sobre o sistema carcerário brasileiro, no Plenário, deputados e agentes penitenciários pediram a votação de proposta que cria a polícia penitenciária. 

A transformação do agente penitenciário em polícia penal foi o principal ponto discutido na comissão geral sobre o sistema prisional brasileiro, realizada nesta terça-feira (4) na Câmara dos Deputados. Agentes, procuradores de Justiça, delegados e deputados presentes ao debate defenderam a aprovação pela Casa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 308/04, que cria as polícias penitenciárias federal e estadual. O objetivo é liberar as outras polícias, como a civil e a militar, das atividades carcerárias. O texto está pronto para entrar na pauta do Plenário.

“É lamentável que, por falta de informações, os agentes sejam chamados de carcereiros. Vocês serão polícia de direito e serão incluídos na Constituição”, afirmou o deputado Lincoln Portela (PRB-MG), que sugeriu o debate e é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Agentes Penitenciários.

Segundo o procurador de Justiça de São Paulo Márcio Sérgio Christino, a PEC 308 merece apoio porque o agente penitenciário seria “a coluna sobre a qual repousa o sistema penitenciário”. “Ele tem de ter condições de realizar sua missão. Isso é a base de qualquer reforma no sistema”, declarou.

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, acrescentou que a PEC 308 é uma dívida que o Congresso e o Poder Executivo têm para com os trabalhadores do sistema penitenciário. Na avaliação de Boudens, a valorização da categoria é necessária para que não se permita que “aventureiros façam parte desse setor da segurança pública”.

O deputado Cabo Sabino (PR-CE) disse não entender como uma categoria que toma conta de tudo dentro do presídio pode não ser considerada segurança pública. “Nós temos que ter uma polícia penal no País. É uma questão técnica que vai trazer ganho real para a sociedade.”

Previdência
Outro ponto mencionado pelos agentes penitenciários foi a reforma da Previdência. A categoria vê com preocupação a proposta em análise na Câmara, em razão de ela acabar com a aposentadoria especial para atividades de risco.

“O agente já tem uma vida muita curta. Se tivermos a reforma da Previdência e nós formos encaixados, com certeza será o fim”, comentou o presidente da Associação dos Agentes de Segurança Penitenciária de São Paulo (Aaspesp), Cicero Felix de Souza.

O diretor executivo do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, José Roberto das Neves, também se mostrou preocupado com a questão. Os agentes, afirmou, estão doentes e muitos tomam remédios controlados. “É preciso pensar na saúde, na qualidade de vida e nas condições de trabalho desses servidores”, defendeu.

Desencarceramento
Alguns participantes do debate discutiram ainda a superlotação dos presídios brasileiros e apoiaram medidas como o desencarceramento em massa de presos que já cumpriram pena ou que cometeram crimes de pequeno potencial ofensivo.

O presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, Cristiano Avila Maronna, acredita que a crise do sistema prisional nunca se resolverá se o número de presos não diminuir. Ele sugeriu alterações na legislação sobre drogas, a fim de reduzir o encarceramento no Brasil. “O fato de não haver distinção entre usuários e traficantes faz com que muitos usuários sejam encarcerados como se traficantes fossem”, exemplificou.

Os advogados Natália Damazio e Gabriel Carvalho de Sampaio lamentaram que hoje a população carcerária seja composta em sua maioria por jovens negros e pobres. “Precisamos de uma nova política policial e penitenciária. As pessoas estão sendo presas na periferia, quando não mortas e assassinadas. A solução é resolver esse problema com mais encarceramento?”, questionou Sampaio.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

PEC-308/2004

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Agência Câmara Notícias , via Saga Policial

Por Jonas Leite

Nunca deixe sua arma sobre a porra da mesa!

Para variar, as informações são desencontradas. Entretanto, o que se sabe, com certeza, é que a morte do policial civil K.C.L. (35 anos) foi uma tragédia. Lotado na Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos/PB, o colega foi atingido na cabeça por um tiro disparado pelo criminoso E.B.D.

As informações a seguir são trechos adaptados de artigos publicados na internet sobre o acontecimento que vitimou mais um policial brasileiro. Em que pese a ação do criminoso, os erros que permitiram a morte do policial não podem ser creditados apenas ao assassino. Afinal, todas as tragédias são o resultado de erros conhecidos: a imprudência, a imperícia e a negligência. São erros que corroem lenta e impiedosamente o comportamento do policial até o momento em que ele ou alguém próximo sofra as consequências (erros e mortes evitáveis).

Um fato grave foi registrado no final da manhã deste domingo, dia 29, na cidade de Patos/PB. O policial civil K.C.L. foi morto com um tiro na cabeça por volta de 11h. O crime aconteceu dentro da Delegacia de Homicídios. O acusado do disparo estava detido após ser preso pela Polícia Rodoviária Federal. Mesmo ALGEMADO, O PRESO PEGOU A ARMA QUE ESTAVA SOBRE A MESA do delegado e efetuou o disparo. O tiro atingiu o policial civil que teve morte imediata. O preso sofreu também um disparo feito por um dos policiais, não resistiu e morreu minutos depois. (Radar Sertanejo).

De acordo com informações de policiais que estavam no local, o bandido estava sendo ouvido, quando teria TOMADO UMA ARMA QUE ESTAVA EM CIMA DA MESA e atirou contra o agente K.C.L., que ia entrando na sala no momento. O tiro atingiu a cabeça do policial que morreu na hora. Os colegas reagiram e chegaram a atirar contra o assaltante que acabou morrendo logo em seguida. Policiais informaram que o bandido ESTAVA ALGEMADO NO MOMENTO DO CRIME COM AS MÃOS PARA FRENTE. A ação foi rápida e intempestiva e pegou todos de surpresa. Porém, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública ainda não confirmou a versão dos fatos. Ainda não foi informado quem estava na sala no momento do crime nem tampouco a versão oficial para os fatos. A Secretaria de Segurança Pública não confirmou se a arma era a do delegado que estaria em cima da mesa. (Claudio P. Aguiar).

Os dois presos estavam na sala do delegado para os procedimentos de praxe quando E.B.D. MESMO ALGEMADO PEGOU A ARMA QUE ESTAVA SOBRE A MESA e efetuou o disparo que atingiu o policial civil. (Arlete Santos).

A assessoria da secretaria destacou que a arma que o preso usou para atirar NÃO ERA A DO AGENTE QUE FOI MORTO E QUE O POLICIAL NÃO FOI DESARMADO. A assessoria também não confirmou se o preso estava algemado no momento. (G1).

O suspeito era um bandido de alta periculosidade, com ligações com o PCC paulista. Ele foi preso ontem e estava no presídio até hoje pela manhã, quando o pessoal da Homicídios foi buscá-lo para interrogatório. O problema aconteceu dentro da delegacia, quando o suspeito ENTROU EM CONFRONTO COM OS POLICIAIS E CONSEGUIU PEGAR UMA ARMA e matar o agente. “O que iremos apurar é se o suspeito estava algemado, que seria o procedimento padrão, e como ele teve acesso a arma”. (Portal Correio).

Pelo menos na teoria, é de se esperar que todo policial seja um perito em armas de fogo. Assim, a imperícia seria eliminada da equação. Considerando que uma arma não é um brinquedo, uma peça decorativa ou uma ferramenta para leigos, as regras de segurança impõem comportamentos para eliminar (ou diminuir) os casos de imprudência e negligência. E o motivo é muito simples: armas são perigosas quando não são manejadas ou usadas adequadamente e podem facilmente ferir ou matar alguém. De modo geral, um projétil de pistola viaja a 330 m/s (ou 1.188 km/h) e isso significa que não há uma segunda chance com uma arma de fogo.

As regras de segurança são as seguintes, basicamente:

  • Sempre trate sua arma como se ela estivesse carregada;
  • Sempre mantenha sua arma apontada para uma direção segura;
  • Somente aponte sua arma para onde pretenda atirar;
  • Mantenha seu dedo estendido ao longo da arma até que esteja realmente apontando para o alvo e pronto para o disparo;
  • Sempre mantenha o dedo fora do gatilho ao sacar ou coldrear uma arma;
  • Certifique-se do seu alvo e o que está além dele;
  • Certifique-se do que está a sua volta;
  • Nunca deixe sua arma de forma descuidada ou fora do alcance.

Enquanto as notícias informaram que o criminoso, mesmo algemado, conseguiu pegar uma arma sobre a mesa no interior da delegacia, a Secretaria de Defesa Social era a única que parecia não ter informações concretas (se o preso estava algemado, se ele foi deixado sozinho, a quem pertencia a arma usada no crime e onde ela estava localizada). Pode ser que os acontecimentos daquela manhã jamais sejam esclarecidos da forma como ocorreram. Não digo isso com o propósito de punir o dono da arma, já que a morte do colega é uma punição eterna, mas com o objetivo de que os erros possam ser avaliados como forma de aprendizado e prevenção. 

Como mencionei no início, tragédias raramente são ocorrências abruptas, silenciosas e invisíveis. Então, existe uma delegacia de polícia, um criminoso perigoso e experiente algemado para frente, uma arma de fogo sobre a mesa e uma sala vazia (conforme noticiado na imprensa). Tudo isso se uniu no instante em que o colega entrou na sala, segundo um dos relatos. O resultado poderia ter sido pior, não fosse a reação dos demais policiais armados.

Delegacias, quartéis, viaturas policiais, presídios e locais de crimes são lugares onde policiais e criminosos se deparam e estão desconfortavelmente próximos. É imperativo que os delinquentes sejam corretamente algemados; que os policiais mantenham alguma distância; que armas de fogo e outros instrumentos (como grampeadores, estiletes, furadores de papel, canecas, garrafas, canetas, etc.) estejam fora do alcance; que todos os policiais estejam atentos e em condições de agir de forma menos letal ou mais letal, se a necessidade diante do perigo e das ações do criminoso assim exigir.

Com tudo contribuindo para o desastre durante o trabalho, é de se esperar que o policial também compreenda que uma arma de fogo deve estar sempre com ele, onde quer que vá. Armas não devem ficar dentro do carro, da gaveta, do armário, sobre uma mesa ou fora do alcance. E a foto que ilustra este artigo já demonstra o que eu quero dizer. Um preso pode ter sido submetido a uma busca pessoal malfeita (Confresa/MT); a delegacia pode ser atacada e invadida por quadrilhas em busca de armas e drogas apreendidas (Pirapora/MG); um policial pode decidir tirar a própria vida, mas não sem antes matar um colega (Rondonópolis/MT); um ladrão pode entrar no prédio, passar pela recepção e, sorrateiramente, furtar a carteira civil de um colega (no térreo), uma arma dentro do armário na sala de outro policial (no primeiro andar) e um colete sobre a cadeira no gabinete de outro policial (no segundo andar), depois utilizar esse aparato para fechar o trânsito numa das mais importantes avenidas da região e assaltar um comerciante que transportava uma quantia em dinheiro (Belo Horizonte/MG).

Portanto, quando as coisas saírem dos trilhos é importante estar em condições de lutar, defender os colegas e a si mesmo. E isso vai ser feito com uma arma de fogo, que deve estar na cintura e num coldre de qualidade ou nas mãos do dono, mas nunca ao alcance do bandido.

Fonte: http://comunidadepolicial.blogspot.com.br/

Humberto Wendling é Agente Especial, Professor de Armamento e Tiro da Polícia Federal e autor do livro Autodefesa Contra o Crime e a Violência – Um guia para civis e policiais, 2ª edição.

 

Por Jonas Leite

Vc tem medo?

 

Olá… aqui é o Coach Fernando Odnanref

Vc tem medo?
Vc sabe o que é medo?
Quer saber como eliminar o medo?

Jovem, eu tenho 20 anos na PF, já passei por situações que me fizeram passar um filme na minha cabeça em frações de segundos.
Posso te dizer com toda certeza do mundo, a melhor coisa do mundo é ter medo. A pior coisa é não saber como controlá-lo!
Medo todos nós temos. A diferença é saber transformar isso numa coisa que te ajuda a chegar lá. Quer uma dica, um Bizu Federal para isso?

Medo é tão somente a não aceitação da incerteza.
Incerteza que te faz pensar no insucesso, na reprovação, na critica alheia ao seu suposto fracasso, que te faz pensar que você pode menos que realmente você pode.

A rigor, tudo no mundo é incerto e a única certeza é a morte. Duvido alguém ter a certeza, sequer, que estará vivo ao amanhecer! Assim, se você aceitar a incerteza (algo natural a tudo, menos à morte), seu medo se torna uma deliciosa aventura.

Vai por mim. Aceite a incerteza e curta sua caminhada.
Tudo será melhor, e o que seria um motivo de dor e sofrimento (os estudos), vira uma linda aventura, algo que te dará orgulho de contar daqui a alguns dias.

Assista esse vídeo no meu canal para ver se o que eu falei faz sentido.

OBRIGADO!
Porque você não é o que aconteceu com você. 

Você é quem escolheu se tornar!

Pense nisso!

Prof. Fernando Odnanref
Coach Alta Performance 
@agentefederalfernando

Fonte: http://maciodaro.blogspot.com.br (blog da Mari)

Já ouviu falar do COT? SEAL? E do TEAM SIX – A ELITE DA ELITE?

Fala, caveiras de plantão, beleza? Nem só de estudo vive o concurseiro policial, certo? Partindo deste conceito, irei listar abaixo alguns livros de suma importância para o conhecimento da policial federal, sobrevivência policial e grupos especiais. Boa leitura.

livrocotCharlie Oscar Tango – Por dentro do grupo de operações especiais da Polícia Federal

Data da primeira publicação: 2009

Autores: Eduardo Maia Betini, Fabiano Tomazi

Charlie Oscar Tango – Por dentro do grupo de operações especiais da Polícia Federal está dividido em três partes: a primeira aborda assuntos como a formação de grupos de operações especiais, histórico, treinamento, tarefas e divisões; a segunda traz uma narrativa detalhada de dez grandes operações da Polícia Federal, com os bastidores, as dificuldades, a execução. A terceira é um breve estudo sobre sociedade e violência, trazendo dicas de segurança para auxiliar o leitor no seu dia-a-dia.

Seu nome tem origem no Alfabeto Fonético da OTAN, um código amplamente utilizado em comunicações, favorecendo o entendimento quando da existência de ruídos nas transmissões. O acrônimo COT, de Comando de Operações Táticas, é representado da seguinte forma: C (Charlie), O (Oscar) e T (Tango). Com esse código, formamos o título: Charlie Oscar Tango.

O livro tem o objetivo de abordar as atividades dos policiais que atuam no Grupo de Operações Especiais da Polícia Federal, mostrando os treinamentos, os casos verídicos e as investigações realizadas por esses profissionais.


aoanfibiasOscar Alfa

Data da primeira

publicação: 2015

Autor: Fabiano Tomazi

Oscar Alfa trata sobre a utilização de operadores anfíbios no meio policial e militar, em mais profundidade na Polícia Federal. Está dividido em duas partes. Na primeira, traz um panorama sobre o emprego das operações anfíbias, sua história, a formação dos operadores multimissão, os equipamentos e as instalações. Na segunda, traz o relato emocionante de diversas missões cumpridas pelos operadores anfíbios da PF, além de um trabalho de resgate da história, através da publicação de duas entrevistas realizadas com precursores do COT e do NEPOM, que narraram outras operações ocorridas em suas épocas. O livro tem cerca de 350 páginas, ricamente ilustrado e com extensa bibliografia, foi escrito em linguagem acessível, visando atender tanto o público leigo, interessado no trabalho policial, bem como profissionais da área, que poderão usufruir do seu conteúdo como uma referência técnica para implantação de novas unidades ou no aprimoramento da doutrina de operações especiais, estimulando uma constante e contínua capacitação profissional.


autodefesaAUTODEFESA Contra o Crime e a Violência – Um guia para Civis e Policiais.

Data da primeira publicação: 2013

Autor : Humberto Wendling Simões de Oliveira

Porque morrer não faz parte do plano! Quantas vezes você já pensou na possibilidade de ser vítima de um criminoso? Como você se sentiu diante dessa possibilidade? Como seria se você estivesse diante de um assassino ou um maníaco sexual? E o que as infelizes vítimas de assassinos, torturadores e estupradores pensaram e fizeram ao se verem à beira da morte?

Elas rezaram e esperaram um milagre? Elas esperaram a polícia? Simplesmente aceitaram a morte, a tortura e a violência sexual porque estavam com medo ou não sabiam o que fazer? Então, o que você faria se fosse com você? O que gostaria que sua esposa ou sua filha fizesse para estar a salvo? É para responder a essas perguntas que a ideia deste livro surgiu, ou seja, oferecer o conhecimento necessário para que você seja capaz de se defender antes e durante um crime.


nahadiafacilNão Há Dia Fácil

Data da primeira publicação: 2012

Autor : Mark Owen

Não há dia fácil é um retrato da vida nas equipes do Seal e o único relato interno sobre a Operação Lança de Netuno, realizada em 1º de maio de 2011, que resultou na morte do terrorista Osama bin Laden. Desde a pane no helicóptero Black Hawk – que quase fez com que a missão fosse abortada – até o comunicado pelo rádio via satélite confirmando que o alvo estava morto, a operação dos vinte e quatro homens na propriedade secreta de Bin Laden é recontada em mínimos detalhes. Das ruas de Badgá ao resgate do capitão Richard Phillips no oceano Índico; das montanhas ao leste de Cabul ao terceiro andar do esconderijo de Osama bin Laden em Abbottabad, no Paquistão. Não há dia fácil coloca o leitor dentro de uma das mais surpreendentes tropas de elite do mundo. Mark Owen, ex-membro do Grupo para o Desenvolvimento de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos, mais conhecido como Equipe Seis do Seal, foi líder de uma das mais memoráveis operações especiais da história recente, assim como de inúmeras outras missões que nunca chegaram às manchetes.


nahaheroisNão Há Heróis

Data da primeira publicação: 2015

Autor : Mark Owen

Depois do fenômeno de vendas Não há Dia Fácil, Mark Owen, ex-SEAL da Marinha Americana, escreve seu segundo livro, Não há Heróis, no qual conta as histórias que mais o marcaram em sua carreira, transformando-o no soldado e na pessoa que é hoje. Não há Heróis é um relato mais pessoal. Owen relembra as histórias mais marcantes, vividas ao longo dos 13 anos em que ele serviu como SEAL, incluindo momentos-chave onde, no sucesso e no fracasso, ele passou a conhecer melhor seus colegas e a si próprio. Tão repleto de ação quanto Não há Dia Fácil, com histórias que vão dos treinamentos ao campo de batalha, Não há Heróis traz ao leitor uma perspectiva interna das experiências e valores que fizeram com que Mark Owen e seus colegas fossem capazes de executar suas missões sem que elas sequer chegassem às manchetes.


sniperamericanoSniper Americano

Data da primeira publicação: 2015

Autor : Chris Kyle

Em uma década de serviço, incluindo diversas incursões ao Iraque e a outras zonas de combate durante a chamada guerra ao terror, Chris Kyle, atirador de elite dos Seals, alcançou o recorde de mais de 150 mortes confirmadas pelo Pentágono. No livro, ele fala dos sofrimentos da guerra, da morte brutal dos companheiros, da ação como atirador e da frieza e da precisão que desenvolveu ao longo do serviço, lançando luz não só sobre a realidade dos combatentes como também sobre a dificuldade de readaptação dos que retornam ao lar. Em 2013, Chris Kyle foi assassinado por um veterano de guerra que sofria de transtorno de estresse pós-traumático.


teamsix

Seal Team Six

Data da primeira publicação: 2012

Autor : Howard E. Wasdin

O Seal Team Six (ST6), denominado atualmente como DEVGRU, é uma unidade ‘clandestina’, encarregada de ações antiterrorismo, resgate de reféns e neutralização de insurreições. Sua existência foi mantida sob estrito sigilo, entretanto, ao matar Osama bin Laden, os efetivos envolvidos na operação foram expostos ao foco das atenções mundiais. Neste livro, Howard Wasdin, um ex-atirador do ST6, tem o intuito de levar o leitor às profundezas do interior do mundo dos SEALs. O autor procura descrever o complexo processo ao qual um SEAL é submetido para chegar a integrar esta ‘elite dentro da elite’.


sobreviventeO Único Sobrevivente

Data da primeira publicação:2008

Autor : Marcus Lutrell

Eles foram enviados ao Afeganistão para capturar ou eliminar um líder da al Qaeda. Eles são os soldados mais bem treinados dos EUA. Eles são SEALs. Mas apenas um deles voltou. O único sobrevivente é o testemunho emocionante de Marcus Luttrell, combatente de elite da Marinha dos EUA que enfrentou as montanhas repletas de terroristas e perdeu toda a sua equipe. O estilo apaixonante dos autores faz deste livro um dos relatos de guerra mais impressionantes da história contemporânea.

Por Rafael Pompeu

Sem delegado, polícia de SP agora usa vídeo on-line para prisão em flagrante

A Polícia Civil de São Paulo realizou no último sábado (3) uma prisão por tráfico de drogas que se tornou o principal assunto na cúpula da segurança paulista. O motivo de tanto furor não foi pela quantidade de entorpecentes ou de pessoas envolvidas, mas por ter sido o primeiro flagrante por videoconferência registrado em todo o Estado.

A experiência, considerada exitosa, ocorreu no litoral norte. Duas pessoas foram presas com entorpecentes por policiais militares de Ubatuba e levadas para uma delegacia do mesmo município.

A diferença dessa prisão se deu a partir daí. Tanto os policiais quanto os suspeitos contaram suas versões para uma delegada que estava a cerca de 50 km de distância, na vizinha Caraguatatuba.

Todos se comunicaram diante de grandes monitores (com equipamentos de áudio e som) instalados em salas preparadas especialmente para a realização dessas audiências por videoconferência.

Interrogatórios e depoimentos foram gravados em vídeo. A impressão do auto de prisão em flagrante ocorreu, porém, em Ubatuba, como se a delegada Junia Cristina Macedo Veiga e sua equipe tivessem se deslocado até lá.

O projeto, idealizado pelos policiais do litoral norte, deve ser levado a outras áreas. O governo paulista deu aval à polícia para sua implantação em diferentes regiões do Estado onde o delegado de uma cidade de médio porte acaba responsável também pelas prisões em flagrante nos municípios vizinhos.

PROBLEMA CRÔNICO

Pela legislação brasileira, excetuando-se os crimes militares, somente o delegado de polícia pode autuar uma pessoa em flagrante.

Ele pode até mandar soltar um suspeito, mesmo que a PM tenha dado voz de prisão. Isso ocorre algumas vezes nos crimes de tráfico (que é inafiançável) e porte de drogas (no qual não há prisão).

A criação de flagrantes remotos no litoral norte é fruto de dois problemas quase insolúveis para a polícia.
A grande distância de uma localidade e outra —o litoral norte tem 200 km de extensão linear— e um deficit de efetivo que atinge toda a Polícia Civil do Estado.

Segundo dados do próprio governo, no final de 2015 havia 2.903 delegados de todas as carreiras e carência de ao menos 560 profissionais.

Esse deficit ainda é considerado pelos delegados paulistas como subdimensionado, já que não considera o crescimento populacional.

“Nós temos que ter criatividade. Estamos passando por uma crise e ninguém consegue repor o efetivo na proporção que precisa. Então, precisamos criar meios para que a gente possa atender a demanda”, disse o delegado Célio José da Silva, responsável pelas cidades do litoral norte de São Paulo.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Associação Paulista do Ministério Público, porém, fazem ressalvas à medida, que, segundo as entidades, pode prejudicar o suspeito.

De acordo com o delegado seccional de São Sebastião, Múcio Mattos Monteiro de Alvarenga, idealizador do projeto, uma das vantagens da central remota de flagrantes é não retirar o policiamento ostensivo de suas cidades —os PMs assim não precisam se deslocar a outra localidade para escoltar os presos.

Para evitar contestações judiciais, essa central da Polícia Civil possui monitoramento por câmeras o tempo todo. Só a sala para reunião do suspeito com seus advogados não tem filmagem nem gravação do som ambiente.

“As pessoas [presos e advogados] poderão questionar as formalidades [desse tipo de flagrante] quando quiserem questionar o mérito. Mas estamos seguindo todas as normas de videoconferências”, disse o delegado.

CAUTELA

As prisões em flagrante por videoconferência podem reduzir o tempo de espera nas delegacias, mas o modelo precisa ser visto com ressalvas, segundo uma delegada, um procurador e um advogado ouvidos pela reportagem.

O procurador Márcio Sérgio Christino, vice-presidente da Associação Paulista do Ministério Público, pede cautela nessa implementação.

O principal problema, segundo ele, é não ser obrigatória a participação de defensores dos suspeitos durante os interrogatórios, como ocorrem nas teleconferências realizadas pela Justiça.

“Lá [Justiça], os advogados acompanham nas duas pontas”, disse o procurador.

Segundo ele, a ausência do defensor e também do próprio delegado (de maneira física) aumenta as chances de abusos por parte de policiais no momento do flagrante.

“Quem garante que o policial não diga para o suspeito: ‘Olha bem o que você vai falar, porque te pego depois’.”

Para o presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Arles Gonçalves Júnior, do ponto de vista da defesa, a videoconferência é prejudicial ao suspeito.

“Uma coisa é ver a pessoa pelo vídeo e, outra coisa, pessoalmente. No interrogatório [presencial], você percebe outras coisas, além da fala da pessoa”, afirmou ele.

Por outro lado, o advogado afirma que a polícia tem atualmente um déficit de cerca de 14 mil homens e não são raros os casos de flagrantes que demoram até oito horas para começar apenas à espera da chegada do delegado.

“Do ponto de vista da segurança pública, é uma alternativa possível. É uma tentativa de a polícia, com um efetivo extremamente reduzido, atender melhor a população”, disse. “Deve acelerar o atendimento. Se isso é bom ou ruim, nós vamos ter que ver”, completou o advogado.

Para a presidente da Associação dos Delegados de São Paulo, Marilda Pansonato Pinheiro, a videoconferência é uma realidade em razão da “carência de policiais civis em todo Estado”.

“Isso evita deslocamentos, especialmente de delegados que, em alguns casos, atendem de três a quatro cidades, o que inviabiliza sua presença com a agilidade necessária”, afirmou a presidente.

Ainda segundo a policial, recentemente a associação levou até o secretário de Segurança do Estado, Mágino Alves Barbosa Filho, um pedido de urgência para a nomeação de todos os aprovados no último concurso público.

“O quadro é grave e exige atenção já que as investigações ficam prejudicadas. A Polícia Civil, apesar disso, tem feito excelente trabalho, a fim de não penalizar ainda mais a sociedade que já amarga a violência urbana.”

O Tribunal de Justiça de São Paulo foi procurado para comentar o assunto, mas ninguém foi indicado para falar sobre esses flagrantes.

A Defensoria Pública, por sua vez, disse que ainda tem poucas informações sobre a implantação do projeto e, por isso, não iria se manifestar.

Fonte: Folha de São Paulo por Jonas Leite

Conhece a CAOP – Coordenação de Aviação Operacional da Polícia Federal?

A CAOP – Coordenação de Aviação Operacional, é a unidade aérea da Polícia Federal do Brasil, responsável por promover o apoio aéreo operacional às atividades da Polícia Federal, e demais órgãos de segurança pública da Administração Pública Federal. Está subordinada à Diretoria Executiva (DIREX) da Polícia Federal.

A CAOP encontra-se sediada no Aeroporto Internacional de Brasília, fornecendo apoio aéreo a todas as unidades da Polícia Federal em todo o território nacional.

Formada por pilotos de helicópteros e de aviões, operadores aerotáticos e pessoal de apoio em solo (abastecimento, supervisão de manutenção, logística), sua missão é dar apoio às operações da Polícia Federal, suporte aéreo armado para a localização e destruição de laboratórios de cocaína, reconhecimento e plotagem de áreas de cultivo de maconha, destruição de pistas de pouso clandestinas, patrulhamento de fronteiras, reconhecimento e delimitação de áreas objeto de crimes ambientais (principalmente o desmatamento e garimpos ilegais), observação e monitoramento de distúrbios civis, repressão aos crimes contra do patrimônio (sobretudo roubo à bancos), transporte de policiais federais em serviço para todo o território nacional, transporte de presos e autoridades, evacuação aeromédica em operações policiais (e em outras situações pertinentes), suporte aéreo às operações antiterrorismo, apoio às atividades de Inteligência Policial, dentre outras funções.

Fonte: Wikipédia por Jonas Leite

Conheça o Comando de Operações Táticas da Polícia Federal

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O COT – Comando de Operações Táticas
é o grupo de Operações Especiais do Departamento de Polícia Federal. Conheça mais um pouco sobre o grupo.

O INÍCIO

Preocupada com a evolução das ações terroristas no Brasil, em 1983, tais como sequestros de aeronaves e atentados com bombas, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apurava o terrorismo recomendou ao Ministério da Justiça a especialização de um grupo de policiais capaz de combater esse tipo de crime.

No ano seguinte, com base na determinação do Ministério da Justiça, a administração da Polícia Federal realizou estudos visando à formação desse grupo, mas foi apenas em 1987 que os primeiros membros do Comando de Operações Táticas foram recrutados.

Apesar do grupo já estar atuando em missões específicas, somente em março de 1990, o COT veio a fazer parte do organograma formal da Polícia Federal.

Do seu início para os tempos atuais muita coisa mudou. Foram investidos muitos recursos na melhoria da estrutura, armamento, e principalmente no treinamento especializado de seus membros.

OPERAÇÕES

Ao longo de sua história, o Comando tem registrado pleno êxito nas missões em que tomou parte. Para o COT, no entanto, não há segredo para a fórmula do sucesso. Além do pessoal especializado, é preciso que haja adequação e disponibilização de armamento e equipamentos modernos. Depois é só juntar esses dois componentes através de treinamento. Muito treinamento.

Foram inúmeras operações em nível nacional, tendo operado em todos os estados brasileiros e em diversas áreas de atuação da Polícia Federal, tais como: entorpecentes, assalto a banco, roubo de carga, apoderamento ilícito de aeronaves, prisões de elevado risco, seqüestros, tomada de áreas restritas, dentre outras.

Participou desde operações de suporte a outras unidades do Departamento de Polícia Federal até operações sensíveis e alto risco.

Algumas operações realizadas pelo COT ou que contaram com a presença de seus membros:

– ECO92
– Operação Porto Belo
– Operação Sombra
– Operação Alfa
– Operação Anaconda;
– Operação Planador;
– Operação Sucuri:
– Operação Porto Belo;
– Operação Carga Pesada;
– Operação Vampiro;
– Operação Alfa;
– Operação Córrego das Pedras;
– Operação Arca de Noé;
– Operação Águia;
– Operação Nicotina;
– Operação Esteira Livre;
– Operação Pororoca;
– Operação Farol da Colina;
– Operação Poeira no Asfalto;
– Operação Petisco;
– Operação Terra Nostra;
– Operação Caronte;
– Força Tarefa no RJ;
– Força Tarefa no ES.

SELEÇÃO

Uma unidade especial como o COT não se forma com quantidade, mas sim com qualidade, e seus integrantes devem ser policiais com predisposição especial para as atividades de riscos.

A escolha dos membros é pautada na conduta e experiência profissional, além do potencial para desempenhar tarefas de difícil execução.

Em primeiro lugar é preciso que o policial seja voluntário. Ninguém vai para lá por obrigação. As etapas seguintes são: análise do curriculum, aplicação de testes físicos*, pesquisa sobre a vida funcional, entrevista direcionada para a atividade a ser desenvolvida, e por fim, o reconhecido e temido Curso de Operações Táticas, com duração aproximada de 16 semanas. Obtendo êxito em todas estas etapas e havendo disponibilidade de vagas, o policial estará apto a ingressar no COT. Mas após seu ingresso, ele ainda passará por um estágio probatório com duração de 26 semanas, onde serão avaliados diversos itens, como convivência com o grupo e aplicabilidade dos conhecimentos obtidos com o Curso de Operações Táticas. E será também submetido a TAFs (Teste de Aptidão Física) semestrais durante todo seu tempo de serviço na unidade.

TREINAMENTO

Para os membros do COT, a condição física não deve ser descuidada em momento algum, sob pena de ver diminuído o poder de reação. As sessões de tiro de reação ou precisão – com todo tipo de armas – são realizadas diariamente, tanto de dia como à noite. O mesmo ocorre com os treinamentos de recuperação de reféns, instalações, embarcações e aeronaves.

Afinal, todos eles devem estar preparados para entrar em ação logo após estarem esgotadas as conversações e tentativas de soluções pacíficas.

Para desenvolver as mais variadas missões determinadas pela Direção-geral da Polícia Federal, o COT dispõe de especialistas em operações e sobrevivência na selva, montanhismo, análise e operação de informações, mergulho, paraquedismo, segurança de dignitários, negociação em delitos com reféns, táticas de resgate de reféns e muitas outras.

Além do constante treinamento, o grupo tem participado de cursos no Brasil e no exterior, buscando adquirir novos conhecimentos com os melhores especialistas. Policiais de outros países, ao analisarem a atuação do Comando de Operações Táticas, indicam que o grupo alcançou a mesma excelência de organismos internacionais.

COMPETÊNCIA

Compete à Coordenação do Comando de Operações Táticas:

I – PLANEJAR, COORDENAR, DIRIGIR, CONTROLAR, AVALIAR E EXECUTAR, A NÍVEL NACIONAL, OPERAÇÕES EM CASOS DE:
a) sequestro
b) apoderamento ilícito de aeronaves
c) contra-terrorismo

II – APOIAR OS ÓRGÃOS CENTRAIS E DESCENTRALIZADOS NO DESEMPENHO DE MISSÕES DE ALTO RISCO, CUJAS CARACTERÍSTICAS EXIJAM POLICIAIS COM TREINAMENTOS ESPECÍFICOS EM ARMAS E TÁTICAS ESPECIAIS;

III – MINISTRAR TREINAMENTOS E CURSOS EM SUA ÁREA DE ATUAÇÃO

PRINCIPAIS ÁREAS DE ATUAÇÃO E ESPECIALISTAS

O Grupo atua nas tomadas de aeronaves e embarcações não militares, tomada de trens, combate em áreas restritas e tomadas de edificações, gerenciamento de crises, crises com reféns, explosivos, controle de distúrbios civis, contra-terrorismo e em grandes operações voltadas principalmente ao combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas.

O Comando de Operações Táticas dispõe a pronto emprego de policiais altamente capacitados, especializados em diversas áreas: explosivos, entradas táticas, operações rurais, operações urbanas, operações anfíbias e aéreas, técnicas verticais, atiradores de precisão (sniper), controle de distúrbios civis, inteligência, pronto socorrismo, dentre outras.

Além da especialização técnica dos membros do COT, existe uma forte preparação psicológica para enfrentar todas as atividades de alto risco, desenvolvendo o autocontrole.

Fonte: www.fabianotomazi.com.br por Jonas Leite

Polícia Civil usa carros de luxo apreendidos de criminosos para transportar vítimas

Com a autorização do Poder Judiciário, a Polícia Civil de Loanda e Santa Isabel do Ivaí passam a utilizar dois carros de luxo apreendidos durante operações contra o tráfico de drogas e contra uma quadrilha de assaltantes de bancos.
O delegado de Loanda, Alysson Gabriel Santos Nunes Tinoco, foi quem pediu o impedimento dos carros. A BMW 328i, ano 2008, foi apreendida em 2015 e na ocasião estava carregada de drogas por um traficante de Santa Isabel do Ivaí que foi condenado recentemente.
Já a Outlander 2014 foi apreendida este ano em Arapongas. Ela pertencia ao chefe de uma quadrilha que assaltou bancos em Querência do Norte.
“Meu pensamento é reverter para a sociedade os benefícios do uso desses carros. Como são carros de luxo, não será possível usar para investigação da polícia. Portanto, iremos usá-los para transportar vítimas de crimes”, disse Tinoco.
A BMW é avaliada em cerca de R$ 50 mil. Já a Outlander em quase R$ 100 mil. Eles estavam parados nos pátios das Delegacias e a tendência era que fossem vendidos em leilões públicos.
O delegado ressaltou que a utilização dos veículos será importante para conforto das vítimas. Além disso, comentou que servirá de modelo para que a população veja os resultados da ação da polícia.
“No caso do traficante e do chefe da quadrilha que assaltava os bancos só as prisões não resolveria o problema. Foi importante agir no patrimônio deles e mostrar para a sociedade que de fato o crime não compensa”, concluiu o delegado.

Fonte: Diário do Nordeste por Jonas Leite

Uma incrível reflexão de quem doa a própria vida para salvar outras

oserbomO ser bombeiro

Eu sinto o cheiro da morte todos os dias. Vejo o sangue de inocentes nas minhas mãos e digo isso no sentido mais literal possível. O vermelho contrasta com minhas luvas brancas ou azuis.

Eu vejo ferimentos que permanecerão para sempre no corpo e na alma. Vejo pais, mães, filhos, companheiros e amigos partirem sem ter chance de dar um adeus. Vejo olhos se fecharem para sempre, no sono eterno e profundo de quem não terá mais chance de acordar e viver um novo dia.

Vejo a desgraça compartilhada em programas de televisão que, muitas vezes, parece distante da sua vida e da sua realidade e fazem parte da minha rotina, ao vivo e em cores.

Eu escuto os choros e soluços de parentes desesperados, gritos de agonia e de dor. Eu vejo pessoas imprudentes, violentas, perversas que interrompem a vida e a jornada de outras nesse mundo. Tantos planos, tantos sonhos que nunca mais serão alcançados.

Eu tenho que ser forte, eu preciso! Por mim, pelos meus e por você! Não sou indiferente. Muito pelo contrário, eu uso todo meu conhecimento, meu pseudo preparo físico e psicológico para evitar ou minimizar todos esses acontecimentos. Uso minha coragem e meu medo para saber quando prosseguir e quando ser prudente.

Nunca me acostumo com tragédias e com o sofrimento alheio, apenas fico pelo tempo que for necessário para cumprir a minha missão, com meus sentimentos trancados a sete chaves para que não interfiram no que preciso fazer.

Às vezes, no meu canto, eu choro, mesmo sabendo que dei o meu melhor e que não dependia mais das minhas forças a manutenção daquela vida neste plano terreno.

Mas eu luto, persisto e continuo, pois se consigo ajudar pelo menos um pai de família a chegar em casa e dar um abraço na sua esposa e no seu filho, se consigo ajudar mais uma vida a surgir das cinzas, em um parto improvisado no meio da rua ou fazendo um coração desfalecido voltar a bater no peito de uma mãe, avô ou primo… Se salvo aquele seu amigo ou amiga para que continuem dando aquela risada gostosa juntos, brincando um com o outro e vivendo aqueles momentos inesquecíveis juntos, eu já fiz a minha parte.

E quando eu não puder mais fazer, estarei feliz e satisfeito, me sentindo honrado e digno, e, principalmente, agradecido por ter feito parte de alguma maneira da vida e da história de alguém, mesmo que essa pessoa nunca mais se lembre de mim.

Fonte: http://blog.somoshomens.com.br/

Curte literatura policial? Segue algumas indicações de leitura

Curte literatura policial? Segue algumas indicações de leitura.

SangueAzulMais violento que o filme “Tropa de Elite”. Mais polêmico que o livro “A elite da tropa”.Mais revelador que “Rota 66”. Mais impressionante que qualquer livro, filme ou documento que você tenha lido ou visto sobre o tráfico de drogas e a corrupção policial e política no Rio ou em qualquer lugar. Incomparável. Revoltante. Absurdamente real. Um depoimento chocante e arrasador!
Policial militar escancara o interior da PM do Rio e denuncia seu envolvimento com o crime e o tráfico. Autor: Leornado Gudel

Opinião: Ótimo livro, bem escrito e rico em detalhes.

 

Rota 66 é um livro já consagrado pelo público e pela crítica, onde o autor desmonta a intricada rede que forma o ´esquadrão da morte oficial´ montado em São Paulo. Resultado de uma investigação meticulosa e audaciosa, a obra foi escrita por Caco Barcelos, que é correspondente internacional da Rede Globo e considerado um dos jornalistas de maior prestígio dentro da emissora, pela audiência conseguida por suas reportagens.

Opinião: Livro muito bem escrito, baseado em sua grande parte em estatísticas.

 

O Capitão da PM/SP Roberval Conte Lopes Lima é autor do livro “Matar ou Morrer”, escrito em resposta a “Rota 66”, do jornalista Caco Barcellos, que, por sua vez, alega brutalidade e ilegalidade das ações em que o tenente Conte esteve envolvido e, de acordo com Barcellos, com o apoio de alguns elementos da polícia civil e membros da justiça militar. O livro do tenente Conte deu, posteriormente, origem ao filme “Rota Comando”, do diretor estreante Elias Júnior.

Opinião: Ótimo livro, escrito por quem viveu a realidade da criminalidade de São Paulo.

Elite da Tropa surgiu antes de todo o estardalhaço levantado com o filme do José Padilha, Tropa de Elite, e apesar de em menor escala, o livro gerou muita discussão devido aos assuntos abordados. Fruto do trabalho em equipe do Antropólogo Luiz Eduardo Soares, que escreveu o livro com base na experiência e pesquisa de trabalho dos integrantes do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro), André Batista e Rodrigo Pimental. Elite da Tropa traz um grande diferencial, narrar o cotidiano dos policiais sob o ponto de vista deles próprios, mostrando a realidade de cada um, doa a quem doer. Autores:  Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel

Opinião: Escrito antes de filme, este livro aborda o treinamento e as operações dos caveiras do BOPE/PMERJ. Livro ótimo.