Conheça o Comando de Operações Táticas da Polícia Federal

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O COT – Comando de Operações Táticas
é o grupo de Operações Especiais do Departamento de Polícia Federal. Conheça mais um pouco sobre o grupo.

O INÍCIO

Preocupada com a evolução das ações terroristas no Brasil, em 1983, tais como sequestros de aeronaves e atentados com bombas, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apurava o terrorismo recomendou ao Ministério da Justiça a especialização de um grupo de policiais capaz de combater esse tipo de crime.

No ano seguinte, com base na determinação do Ministério da Justiça, a administração da Polícia Federal realizou estudos visando à formação desse grupo, mas foi apenas em 1987 que os primeiros membros do Comando de Operações Táticas foram recrutados.

Apesar do grupo já estar atuando em missões específicas, somente em março de 1990, o COT veio a fazer parte do organograma formal da Polícia Federal.

Do seu início para os tempos atuais muita coisa mudou. Foram investidos muitos recursos na melhoria da estrutura, armamento, e principalmente no treinamento especializado de seus membros.

OPERAÇÕES

Ao longo de sua história, o Comando tem registrado pleno êxito nas missões em que tomou parte. Para o COT, no entanto, não há segredo para a fórmula do sucesso. Além do pessoal especializado, é preciso que haja adequação e disponibilização de armamento e equipamentos modernos. Depois é só juntar esses dois componentes através de treinamento. Muito treinamento.

Foram inúmeras operações em nível nacional, tendo operado em todos os estados brasileiros e em diversas áreas de atuação da Polícia Federal, tais como: entorpecentes, assalto a banco, roubo de carga, apoderamento ilícito de aeronaves, prisões de elevado risco, seqüestros, tomada de áreas restritas, dentre outras.

Participou desde operações de suporte a outras unidades do Departamento de Polícia Federal até operações sensíveis e alto risco.

Algumas operações realizadas pelo COT ou que contaram com a presença de seus membros:

– ECO92
– Operação Porto Belo
– Operação Sombra
– Operação Alfa
– Operação Anaconda;
– Operação Planador;
– Operação Sucuri:
– Operação Porto Belo;
– Operação Carga Pesada;
– Operação Vampiro;
– Operação Alfa;
– Operação Córrego das Pedras;
– Operação Arca de Noé;
– Operação Águia;
– Operação Nicotina;
– Operação Esteira Livre;
– Operação Pororoca;
– Operação Farol da Colina;
– Operação Poeira no Asfalto;
– Operação Petisco;
– Operação Terra Nostra;
– Operação Caronte;
– Força Tarefa no RJ;
– Força Tarefa no ES.

SELEÇÃO

Uma unidade especial como o COT não se forma com quantidade, mas sim com qualidade, e seus integrantes devem ser policiais com predisposição especial para as atividades de riscos.

A escolha dos membros é pautada na conduta e experiência profissional, além do potencial para desempenhar tarefas de difícil execução.

Em primeiro lugar é preciso que o policial seja voluntário. Ninguém vai para lá por obrigação. As etapas seguintes são: análise do curriculum, aplicação de testes físicos*, pesquisa sobre a vida funcional, entrevista direcionada para a atividade a ser desenvolvida, e por fim, o reconhecido e temido Curso de Operações Táticas, com duração aproximada de 16 semanas. Obtendo êxito em todas estas etapas e havendo disponibilidade de vagas, o policial estará apto a ingressar no COT. Mas após seu ingresso, ele ainda passará por um estágio probatório com duração de 26 semanas, onde serão avaliados diversos itens, como convivência com o grupo e aplicabilidade dos conhecimentos obtidos com o Curso de Operações Táticas. E será também submetido a TAFs (Teste de Aptidão Física) semestrais durante todo seu tempo de serviço na unidade.

TREINAMENTO

Para os membros do COT, a condição física não deve ser descuidada em momento algum, sob pena de ver diminuído o poder de reação. As sessões de tiro de reação ou precisão – com todo tipo de armas – são realizadas diariamente, tanto de dia como à noite. O mesmo ocorre com os treinamentos de recuperação de reféns, instalações, embarcações e aeronaves.

Afinal, todos eles devem estar preparados para entrar em ação logo após estarem esgotadas as conversações e tentativas de soluções pacíficas.

Para desenvolver as mais variadas missões determinadas pela Direção-geral da Polícia Federal, o COT dispõe de especialistas em operações e sobrevivência na selva, montanhismo, análise e operação de informações, mergulho, paraquedismo, segurança de dignitários, negociação em delitos com reféns, táticas de resgate de reféns e muitas outras.

Além do constante treinamento, o grupo tem participado de cursos no Brasil e no exterior, buscando adquirir novos conhecimentos com os melhores especialistas. Policiais de outros países, ao analisarem a atuação do Comando de Operações Táticas, indicam que o grupo alcançou a mesma excelência de organismos internacionais.

COMPETÊNCIA

Compete à Coordenação do Comando de Operações Táticas:

I – PLANEJAR, COORDENAR, DIRIGIR, CONTROLAR, AVALIAR E EXECUTAR, A NÍVEL NACIONAL, OPERAÇÕES EM CASOS DE:
a) sequestro
b) apoderamento ilícito de aeronaves
c) contra-terrorismo

II – APOIAR OS ÓRGÃOS CENTRAIS E DESCENTRALIZADOS NO DESEMPENHO DE MISSÕES DE ALTO RISCO, CUJAS CARACTERÍSTICAS EXIJAM POLICIAIS COM TREINAMENTOS ESPECÍFICOS EM ARMAS E TÁTICAS ESPECIAIS;

III – MINISTRAR TREINAMENTOS E CURSOS EM SUA ÁREA DE ATUAÇÃO

PRINCIPAIS ÁREAS DE ATUAÇÃO E ESPECIALISTAS

O Grupo atua nas tomadas de aeronaves e embarcações não militares, tomada de trens, combate em áreas restritas e tomadas de edificações, gerenciamento de crises, crises com reféns, explosivos, controle de distúrbios civis, contra-terrorismo e em grandes operações voltadas principalmente ao combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas.

O Comando de Operações Táticas dispõe a pronto emprego de policiais altamente capacitados, especializados em diversas áreas: explosivos, entradas táticas, operações rurais, operações urbanas, operações anfíbias e aéreas, técnicas verticais, atiradores de precisão (sniper), controle de distúrbios civis, inteligência, pronto socorrismo, dentre outras.

Além da especialização técnica dos membros do COT, existe uma forte preparação psicológica para enfrentar todas as atividades de alto risco, desenvolvendo o autocontrole.

Fonte: www.fabianotomazi.com.br por Jonas Leite

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